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Empatizar com os filhos

por Rui Brasil, em 07.06.16

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O meu filho vai entrar na creche: e agora?

por Rui Brasil, em 20.05.16

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 " A partir do momento em que os pais decidirem colocar os filhos na creche, devem visitar várias. Devem colocar todas as questões sobre o espaço, os materiais, as rotinas e as metodologias implementadas com as diversas faixas etárias e, se possível, questionar sobre como é feita a adaptação das crianças.

 
Por mais criteriosa que tenha sido a escolha, existe sempre o sentimento (legítimo) de que o melhor lugar para o bebé, seria em casa ao lado da mãe.
 
Principalmente nos primeiros dias de creche, existem demasiadas dúvidas que perturbam os pais. Todas as questões e inquietações são compreensivas e legítimas; no entanto, sem se aperceberem, os pais são os principais transmissores de ansiedade e angústia para as crianças.
 
É conhecido que os bebés se adaptam com mais facilidade a tudo o que é novo, como novas situações e ambientes, e quanto mais cedo a criança entrar para a creche, mais fácil será a sua adaptação.
 
Por norma, numa fase inicial, aconselha-se aos pais que nos primeiros dias a criança fique poucas horas na creche. A ansiedade dos pais é grande e reflete-se nas crianças. Uma adaptação feita nestes moldes ajuda a criança e os pais a adaptarem-se de uma forma lenta e gradual, diminuindo a ansiedade de ambos. Se a criança tiver algum objeto que a acompanhe sempre (boneco, fralda de pano, etc) é importante que acompanhe a criança na creche. Será o objeto de transição.
 
A comunicação aberta e positiva entre pais e profissionais de educação, será um elemento fundamental para o sucesso da adaptação. Não só as crianças sentem que existe um clima de confiança, como os pais sentem que a separação do filho não se torna tão difícil. Conversar diariamente com a equipa que presta cuidados à criança, assim como participar ativamente nas propostas que vão sendo feitas às famílias, de forma a envolvê-las nas propostas pedagógicas, conversar acerca dos hábitos e rotinas que existem em casa, são tudo estratégias de aproximação que criam um clima familiar, evitando que haja uma rutura entre a família e a própria instituição.
 
Não existe uma forma simplificada para que as crianças e os pais se adaptem à realidade da creche. Cada um tem características específicas que os fazem ter reações muito diferentes a um mesmo problema. Espera-se que creche e pais funcionem como uma equipa. Esta será sempre algo marcante para a criança, pois será aí que ela terá um primeiro contacto com o mundo exterior, ao qual terá que se adaptar.

 

É aconselhável aos pais:
Raquel Lourenço- educadora de infância

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Vivam as crianças reguilas!

por Rui Brasil, em 19.05.16

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 "As crianças de hoje em dia são mal educada e mimadas” é um comentário que ouvimos muitas vezes e em diferentes contextos. Primeiro há que distinguir má educação de mimo: são coisas que não têm que ver nada uma com a outra. Má educação  é algo a combater e a prevenir; o mimo não só é preciso: é essencial para o crescimento e desenvolvimento afectivo das crianças.

As crianças são apenas crianças, alguém que está a estruturar a sua personalidade, a organizar os seus pensamentos, valores e as suas atitudes, e que por isso tenta perceber, interpretar e dominar o ambiente onde se insere. E incluir-se nele. Posicionar-se no Mundo.

E faz parte deste processo de apropriação o colocar em causa as regras estabelecidas, o negociar, o lutar pela prevalência das suas vontades e desejos (até porque as crianças são inatamente egocêntricas), num constante desafio face aos  adultos que lhe são próximos. Quando ouvimos este comentário, era importante questionar sobre o que é ser mal educado. É desafiar regras impostas? É lutar pela satisfação das suas necessidades imediatas? É manifestar-se emocionalmente face a situações que não vão de encontro aos seus desejos?

Depois há que distinguir o que é ser mal educado e o que é, como se dizia quando nós éramos pequenos, “reguila”, esta palavra tão pouco em voga nos dias de hoje. Já repararam que hoje não há miúdos “traquinas”, “reguilas”? São todos catalogados de “mal educados”.

 

 

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AGENDA| Peddy paper para famílias em Lisboa

por Rui Brasil, em 19.05.16

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Acabam hoje as inscrições para um dos eventos mais giros desta Primavera: o peddy paper organizado pelos vizinhos de Lisboa do Bairro do Amor será já no próximo sábado, entre as 10h e as 12h, em Lisboa. 

O percurso começa no Castelo de São Jorge e o passeio em formato de prova será até ao Campo das Cebolas com perguntas de observação, cultura geral, pedidos e controlos, À boa maneira antiga dos peddy pappers. 

O melhor: o evento é destinado a famílias e será uma forma excelente de passar uma manhã de sábado diferente e divertida. O bónus: todo o valor angariado será canalizado para as acções do Bairro do Amor, a associação de solidariedade social mais criativa e fora da caixa de que há memória. 

Inscrevam as vossas equipas (máximo de 4 adultos e nº de crianças ilimitado por equipa) através do email lisboa@bairrodoamor.com e divirtam-se! E ainda há prémios! :)

 

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 A primeira vez que falámos nisso, numa dinâmica que implica uma criança e questões de parentalidade, a minha mulher estava grávida. 

A gravidez era um projecto conjunto e algo muito desejado. Mas... e se as coisas mudassem tanto que não quiséssemos ficar juntos já com um filho em comum? E se nos desgostássemos? E se não fossemos felizes os dois?

Depois disso falámos acerca deste assunto, a sério, uma vez. Debatemos o assunto, adivinhámos como cada um de nós reagiria com zanga, ira, frustração, ressabiamento, raiva. 

Falámos, enquanto casal, o que gostaríamos que acontecesse com a guarda da Ana caso um dia nos divorciássemos. Achámos importante ter esta conversa numa altura em que o nosso casamento está de boa saúde e a nossa família numa fase próspera para termos a referência da opinião de ambos neste ponto, sem emoções à flor da pele, razão e cérebro a pensarem com bom senso e serenidade. 

 

Não que estejamos a pensar divorciarmo-nos (ou a projectá-lo) mas é importante que coloquemos as coisas em perspectiva e tenhamos esta referência do que, com racionalidade e isenção, faríamos. No fundo não se vai aprender a fazer reanimação quando estamos com alguém em perigo de vida e há uma necessidade premente de salvar alguém, mas é bom que o aprendamos antecipadamente, que reflictamos no conhecimento, que treinemos e que, caso seja preciso, em situação de emergência saibamos os procedimentos certos, os melhores a seguir. 

 

Falar de divórcio não tem que ser agoiro nem projecção. Pode ser apenas um exercício racional e adulto de que forma se pode garantir que os filhos saiam o mais incólumes possível de uma situação de tensão e agitação no seio familiar. 

 

(Por aqui, acordámos na guarda partilhada com uma semana em cada casa e possibilidade da Ana poder ver o outro progenitor sempre que entenda e seja possível para os envolvidos. Casas próximas uma da outra- no mesmo concelho- para garantir que o dia-a-dia dela seria o menos perturbado possível no que diz respeito à vida escolar e vida social e acesso à família alargada.)

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Desde que o casal passa a ser uma família de pais com filhos é muito difícil que essa nova dinâmica não se torne uma unidade indissociável, com todos os membros fazendo parte de um plural e regra geral- a individualidade que prevalece vai sendo a dos novos elementos- filhos- podendo haver uma tendência ao papel dos cônjuges enquanto seres individuais e parte de um casal se diluir. 

A parentalidade não é pêra doce. A adaptação ao primeiro filho e a readaptação do casal a cada filho que nasce de seguida não sendo difícil é trabalhosa, implica um grande jogo de cintura, necessidade de se deixar cair ou alterar hábitos e rotinas, criar novos reajustamentos, novas escalas, novas tarefas, novas responsabilidades, nova articulação entre os membros do casal. A capacidade de comunicação, a tolerância, a capacidade de negociação e, principalmente, a capacidade de ajustamento e adaptação são postas, todos os dias, à prova. E doem na pele, no humor, na energia e no ambiente que se vive dentro do casal. 

Não me interpretem mal: ser pai é fabuloso! Fazer parte de um casal que passa a assumir funções de parentalidade é um desafio tão duro como compensador. Quando me perguntam se um casal é mais feliz depois de ser-se pai eu não consigo responder que sim nem que não. No meu caso estávamos numa fase muito feliz do nosso casamento quando "engravidámos", pelo que, a vinda da nossa filha teve um efeito amplificador a essa felicidade. Talvez se a Ana tivesse vindo noutra fase da nossa vida, onde não estávamos em sintonia nem alinhados como aconteceu quando ela nasceu, a nossa experiência teria sido diferente. A parentalidade é como uma lupa na vida de um casal: se as coisas estão bem ficam ainda melhores, se estão complicadas os desafios e as exigências são tantas que podem ainda complicar mais a vida a dois e em família. 

No entanto, o desgaste do dia-a-dia, as necessidades, a motivação e as expectativas individuais de cada membro do casal podem divergir e o divórcio pode, ser por vezes, o caminho que se segue. 

 

 

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Foi no outro dia, na Escola Superior de Comunicação Social, onde assisti a um debate onde a minha mulher participou que se levantou a questão: "serão as discussões geradas nas caixas de comentários das redes sociais proveitosas do ponto de vista do que entendemos por discussão?"

Tenho assistido, curioso e entusiasmado, quase sem excepção, a um fenómeno interessante: as pessoas procuram não a troca de ideias, não a análise de outros pontos de vista e outros prismas (mesmo que não concordantes), não a troca salutar de argumentos como contributo para a riqueza da discussão, as pessoas procuram a unanimidade de opiniões, a concordância de todas as partes, a negociação com vista ao ganho, o conformismo de quem, inicialmente, tem uma opinião contrária. As pessoas procuram a chata, enfadonha e entediante convergência. 

E a pressão sobre quem não cede (e nem se trata de ceder por "casmurrice" mas não ceder por real convicção naquilo em que acredita ser o que lhe faz mais sentido) mesmo que o assunto em cima da mesa nem seja um assunto valorativo mas apenas a opinião sobre um artigo de um jornal, um episódio de Game of Thrones ou a interpretação de um post que se acabou de ler, leva a outro passo, ao "olha, não sou mais teu amigo" dos tempos reais da idade adulta: o bloqueio no facebook. 

É curioso que se a discussão ocorrer cara a cara, ao telefone, as pessoas fazem maior uso da sua racionalidade, tendem a ter mais tolerância, a ouvir os argumentos, a não reagir de forma tão incendiária, como se uma espécie de "super-ego" fizesse questão de sensatamente prevalecer, como se a educação e as normas de convivência social metessem um travão nos instintos de zanga, discussão e luta pelo poder de se ter razão. 

Pedem-se regularmente, por questões profissionais, pareceres e opiniões. Regra geral, tendo a aceitar, entender e validar a opinião de terceiros mesmo que nem sempre concorde com elas. É dessa variedade de opiniões que nasce a diversidade, a riqueza de posicionamentos, as diferentes abordagens à mesma temática que por vezes, de forma combinada, dá origem a soluções muito mais interessantes. É no combate a uma visão totalitarista e ditatorial dos temas que me foco  acreditando que a democracia e a liberdade individual, o direito à opinião livre e a cedência ao não conformismo , à não convergência, à não concordância, à não carneiragem e ainda assim ao respeito por esta diversidade é que é o caminho.

Ou como dizia a minha mulher no final do debate: "ainda bem que somos diferentes que assim o mundo não tomba!"

Não o deixemos tombar!

 

 

Experiência clássica de Asch

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À minha mulher, em jeito de cafuné

por Rui Brasil, em 10.05.16

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Gonçalo Carter

por Rui Brasil, em 04.05.16

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Como pai indigna-me, antes de tudo o resto, as manifestações de ódio para com o miúdo. Sim, é de um miúdo que se trata. 

Todos fomos adolescentes e todos fizemos porcaria, dissemos impropérios, agimos de forma tonta, procurámos aprovação externa, lutámos pela nossa individualidade e pelo direito à nossa unicidade, agimos irreflectidamente. Todos, de uma forma ou outra, fizemos asneiras. 

No caso do Gonçalo há três prismas que devemos analisar:

 

 

 

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 Por esta altura a maioria dos pais dos mais pequenos ou já encontrou ou encontra-se à procura de uma "escola" (creche/jardim de infância) para integrar os filhos no seu percurso escolar. 

Os critérios de escolha do equipamento educativo são pessoais e dependem do que cada pai valoriza. Não podemos esquecer que há ainda pais que, devido a múltiplos factores (falta de opções disponíveis na área de residência, proximidade do local de trabalho, orçamento limitado, etc.) não têm um leque de opções variado e acabam por seleccionar, não tendo em conta critérios que valorizam, mas as únicas opções que têm ao seu dispor. 

O que aconselho aos pais que me procuram? 5 dicas do psicólogo (com uns pózinhos de experiências positivas/menos positivas do pai):

 

sorte!

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