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DIY: marcador de livros raposa

por Rui Brasil, em 31.01.16
 
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Entre pais #1

por Rui Brasil, em 31.01.16

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 " Olá! Tenho um filho com 20 meses (mais coisa menos coisa)... rapaz. Normalmente visto-me com ele no quarto, porque sou eu que o levo ao colegio. Nestes dias ele começou a aperceber-se nalgumas coisas no meu corpo, nomeadamente, quis tocar-me nas maminhas, o que eu não permiti (estava só de sutien e cuecas). Acho que se começa a aperceber do próprio corpo e das diferenças entre meninos e meninas.

Tenho três perguntas:
 
1- Será correto vestir-me e despir-me em frente dele?
2- Será correto às vezes pô-lo na banheira com o pai?
3- Como educar para a sexualidade responsável, ou seja, que ninguém lhe deve tocar se ele não quiser?
Espero não ter sido muito longa e desde já agradeço a ajuda.
Beijinhos para toda a família, X."
 
 
 
Algumas ideias e pontos para reflexão:
 
 
 

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Paizinhança #3

por Rui Brasil, em 30.01.16

"Não quero filhos com botão on/of

Sempre a conheci com olhos curiosos, sempre fez todas as perguntas e ás vezes perguntas essas que me deixavam quase sem resposta. Das suas mãos crescem desenhos que adivinham um traço com algum talento e quem sabe não será isso uma mais valia na sua vida…distrai-se até com o zumbir de uma mosca, mas é só porque a mosca tem super poderes e vai leva-la tão longe…gosta de coisas de rapazes e nem sempre os adultos compreendem os seu fascínio por dinossauros ou por cavalos…adora ter insectos minúsculos e todo o tipo de animais improváveis…gosta de andar de lupa pelo campo à procura de formigas e nunca desiste de saber o porquê de tudo…

Conversa com os adultos como se da “tribo” pertencesse, e acha sempre que a sua opinião conta e importa, seja qual for um assunto. Parece “uma mulher velha” quando lhe dão conversa, e se não tomam cuidado essa conversa não tem fim…tem vergonha quando tem de ter, mas na maioria das vezes é espontânea e cativa com o seu sorriso de menina irrequieta…

Ela adora os livros, gosta que leiam com entusiasmo para ela, que façam vozes das personagens…mas ela não consegue fazer por ela…não lê como é suposto, nem à velocidade suposta  nem com a entoação devida…engasga-se…coitadinha….

 

Olga Moura Alves- "Little people, big smile"

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Sou a favor do co-sleeping desde sempre. Conheço todos os argumentos contra a prática, conheço as recomendações da Academia Americana de Pediatria sobre a segurança do sono e a redução do risco de morte súbita do lactante e de como o co-sleeping é apontado como um fator de risco e, por isso, é uma prática “não recomendada”. Li também que isto se verifica, na maioria dos casos, em casos onde os pais bebam, fumem ou consumam drogas ilegais. Documentei-me de toda a informação pertinente, que o risco de morte súbida do lactante pode relacionado com o sobreaquecimento do meio e que  Para prevenir isto deve usar o bom senso e adequar a temperatura do quarto, a roupa do bebé e a roupa da cama à estação do ano e ao lugar que habita. Defendo, desde sempre, a proximidade entre bebé e pais, noites mais tranquilas para toda a família e conveniência em termos de alimentação nocturna (no nosso caso tratou-se de alimentação a leite adaptado e não amamentação, e quer eu quer a mãe achámos muito prático pegar no biberão e dar-lho sem a despertarmos completamente ali mesmo à nossa beira). Todos os argumentos como menor possibilidade de intimidade sexual entre o casal ou dificuldade em que a criança depois entenda que tem que se autonomizar e passar para a sua própria cama foram rebatidos por mim (os casais podem ter tempos e espaços difeentes no que concerne à sua intimidade sexual e, cito sempre o Dr. Pedro Caldeira, famoso pedopsiquiatra, que numa conferência respondeu que "não se vêem adolescentes a querer dormir com os pais, pois não? Um dia, todos os miúdos, mais tarde ou mais cedo, vão querer reclamar a sua própria cama!"). 

Emocionalmente ou não, de forma egoísta e pouco cerebral, não sei, eu não queria saber, mas eu queria a nossa bebé ali pertinho de nós.

 

 

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Sobre a dislexia

por Rui Brasil, em 26.01.16
 

Um professor explica o que é a DISLEXIA aos seus alunos

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Mãe da filha#3

por Rui Brasil, em 26.01.16

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 "As crianças não são filhas das profissões dos pais

 
Talvez a par dos psicólogos só os educadores de infância sofram na pele os mesmos comentários parvos e estereotipados. Nesta família, para piorar o cenário, ambos os pais são psicólogos, o que faz com que as expectativas relativamente à criancinha sejam de que ela seja um tamagotchi amestrado, cronometrado, pré-programado e exemplarmente bem comportado. Não é. Graças a Deus!
"Ah, em casa de ferreiro, espeto de pau- afinal a miúda é com'os outros!" ou "Com os pais psicólogos e faz birras?" são pérolas que ouvimos, de gente que as entoa com um certo gozo de "é bem-feita porque o cão tem a mania que é espertalhão". A nossa reacção? Como é que hei-de dizer isto tecnicamente em bom psicologizês? Borrifamo-nos. E ainda gozamos com isso.
 
Liliana (minha mulher e mãe da minha filha)- Quadripolaridades

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Pai (de menina) sofre! #4

por Rui Brasil, em 25.01.16

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Na sala de espera

por Rui Brasil, em 24.01.16

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Não consegue dormir. "Dói, dói-me!". O choro aflito, tentamos resolver, consolar, dar colo, apaziguar a dor. "Dói, dói-me!". Vestimo-nos num micro-segundo- onde enfiei as chaves do carro?- agasalhamo-la- não consigo apertar o cinto da cadeirinha justamente agora porquê?- meto o carro a trabalhar e seguimos em silêncio com o eco do choro dela no carro- chora ainda mais, longe do colo, apertada pelos cintos da cadeirinha. Chegamos e não há fila. Só quer o colo da mãe, a mãe procura os documentos, pede-me que a segure por instantes para aceder à mala, só quer a mãe, chora mais. A mãe segura-a, a ela e aos documentos que encontrou, sem mãos a medir e eu aqui de mãos vazias, colo vazio, sem conseguir ajudar mais, uma sensação de impotência desgraçada. Não me deixam entrar, só pode um acompanhante, pergunto se quer que entre eu- é-nos igual- quer a mãe. Está doente e só quer a mãe.

 

 

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 O meu modelo parental masculino era frágil. Criado numa dinâmica familiar altamente matriarcal e feminina o meu modelo de referência masculino, maioritariamente ausente e workhahoolic, nunca foi encarado por mim como um modelo de referência. 

Quando cresci reconciliei-me com o meu pai. Não que alguma vez tivéssemos estado zangados, nada disso. Mas com o atingir da idade adulta empatizei mais com o homem para além do pai e com as motivações, anseios e desejos que o levaram a tomar uma série de atitudes com as quais nunca concordei. Continuo a não concordar com algumas mas compreendo-as agora, o que facilita a que as aceite e empatize com o meu pai. Em Psicologia aprendemos uma premissa básica que repetimos várias vezes cá em casa "cada um faz o melhor que sabe com o recursos que tem".

Dizia eu que cresci com a certeza que seria um pai oposto, ou pelo menos muito diferente, do meu pai. Sou-o em muitas coisas, não tantas quanto previ. De vez em quando lá dou por ele em mim: atitudes pequeninas, frases feitas e reproduzidas, reacções irreflectidas e familiares e o meu pai muitas vezes presente no meu papel parental, especialmente em muitas das coisas que sempre critiquei e achei que faria diferente. 

Quanto criticamos os nossos pais assumimos uma espécie de compulsão, de necessidade de provar a nós próprios (e ao Mundo) que somos diferentes como se por pertencermos à geração seguinte tivéssemos que estar mais preparados, mais prontos, mais aperfeiçoados e num patamar educacional superior e irrepreensível. 

 

 

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