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 A primeira vez que falámos nisso, numa dinâmica que implica uma criança e questões de parentalidade, a minha mulher estava grávida. 

A gravidez era um projecto conjunto e algo muito desejado. Mas... e se as coisas mudassem tanto que não quiséssemos ficar juntos já com um filho em comum? E se nos desgostássemos? E se não fossemos felizes os dois?

Depois disso falámos acerca deste assunto, a sério, uma vez. Debatemos o assunto, adivinhámos como cada um de nós reagiria com zanga, ira, frustração, ressabiamento, raiva. 

Falámos, enquanto casal, o que gostaríamos que acontecesse com a guarda da Ana caso um dia nos divorciássemos. Achámos importante ter esta conversa numa altura em que o nosso casamento está de boa saúde e a nossa família numa fase próspera para termos a referência da opinião de ambos neste ponto, sem emoções à flor da pele, razão e cérebro a pensarem com bom senso e serenidade. 

 

Não que estejamos a pensar divorciarmo-nos (ou a projectá-lo) mas é importante que coloquemos as coisas em perspectiva e tenhamos esta referência do que, com racionalidade e isenção, faríamos. No fundo não se vai aprender a fazer reanimação quando estamos com alguém em perigo de vida e há uma necessidade premente de salvar alguém, mas é bom que o aprendamos antecipadamente, que reflictamos no conhecimento, que treinemos e que, caso seja preciso, em situação de emergência saibamos os procedimentos certos, os melhores a seguir. 

 

Falar de divórcio não tem que ser agoiro nem projecção. Pode ser apenas um exercício racional e adulto de que forma se pode garantir que os filhos saiam o mais incólumes possível de uma situação de tensão e agitação no seio familiar. 

 

(Por aqui, acordámos na guarda partilhada com uma semana em cada casa e possibilidade da Ana poder ver o outro progenitor sempre que entenda e seja possível para os envolvidos. Casas próximas uma da outra- no mesmo concelho- para garantir que o dia-a-dia dela seria o menos perturbado possível no que diz respeito à vida escolar e vida social e acesso à família alargada.)

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3 comentários

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De Fenix a 25.05.2016 às 09:50

Na teoria é tudo muito lindo eu e o meu ex costumávamos brincar com a situação, quando o divórcio bateu mesmo à porta com um puto de 20 meses em que passei em quase 8 anos por 4 tratamentos de fertilidade cai-nos o chão e não fazemos o que teríamos em mente, felizmente hoje este processo está mais calmo mas com muita coisa a fazer.

O meu segredo é eu ter mantido sempre a calma e ir acalmando o outro. A culpa não foi minha falando em português correcto fui trocada por outra, é difícil de digerir ainda por cima num meio pequeno onde ela veio para cá, mas pelo meu filho aceitei e tento ter sempre conversas amigáveis com ele.
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De Us4all a 25.05.2016 às 15:10

Que clareza de pensamento... não me atrevo a pensar "como seria"... seria o drama o horror e a tragédia que eu tenho uma veia dramática que cruza ali com a veia prática muitas vezes mas é sempre melhor pensar em união que na falta dela :) lá que é uma excelente reflexão isso é ;)

us4all.blogs.sapo.pt
http://facebook.com/us4all/
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De helena a 25.05.2016 às 16:23

Por acaso achei interessante o seu post, falar do divórcio durante a própria relação.
Faz todo o sentido, porque nunca sabemos se a relação é para sempre e prevenir eventuais situações, se acontecerem é o ideal.
Se bem que só passando por elas, é que temos a verdadeira noção de como elas correm.
Espero que sejam sempre felizes.

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