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 A primeira vez que falámos nisso, numa dinâmica que implica uma criança e questões de parentalidade, a minha mulher estava grávida. 

A gravidez era um projecto conjunto e algo muito desejado. Mas... e se as coisas mudassem tanto que não quiséssemos ficar juntos já com um filho em comum? E se nos desgostássemos? E se não fossemos felizes os dois?

Depois disso falámos acerca deste assunto, a sério, uma vez. Debatemos o assunto, adivinhámos como cada um de nós reagiria com zanga, ira, frustração, ressabiamento, raiva. 

Falámos, enquanto casal, o que gostaríamos que acontecesse com a guarda da Ana caso um dia nos divorciássemos. Achámos importante ter esta conversa numa altura em que o nosso casamento está de boa saúde e a nossa família numa fase próspera para termos a referência da opinião de ambos neste ponto, sem emoções à flor da pele, razão e cérebro a pensarem com bom senso e serenidade. 

 

Não que estejamos a pensar divorciarmo-nos (ou a projectá-lo) mas é importante que coloquemos as coisas em perspectiva e tenhamos esta referência do que, com racionalidade e isenção, faríamos. No fundo não se vai aprender a fazer reanimação quando estamos com alguém em perigo de vida e há uma necessidade premente de salvar alguém, mas é bom que o aprendamos antecipadamente, que reflictamos no conhecimento, que treinemos e que, caso seja preciso, em situação de emergência saibamos os procedimentos certos, os melhores a seguir. 

 

Falar de divórcio não tem que ser agoiro nem projecção. Pode ser apenas um exercício racional e adulto de que forma se pode garantir que os filhos saiam o mais incólumes possível de uma situação de tensão e agitação no seio familiar. 

 

(Por aqui, acordámos na guarda partilhada com uma semana em cada casa e possibilidade da Ana poder ver o outro progenitor sempre que entenda e seja possível para os envolvidos. Casas próximas uma da outra- no mesmo concelho- para garantir que o dia-a-dia dela seria o menos perturbado possível no que diz respeito à vida escolar e vida social e acesso à família alargada.)

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À minha mulher, em jeito de cafuné

por Rui Brasil, em 10.05.16

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Não lhe vamos dar flores porque não gosta de receber flores, porque é demasiado cliché, porque é falta de imaginação. 

Não gosta de chocolates, porque é demasiado cliché, porque é falta de imaginação.

 

Perguntei à Ana o que gostava de oferecer à mãe e construímos juntos uma espécie de cápsula de sobrevivência maternal dentro de uma moldura. Elevámos o desafio a níveis tão metafísicos que, quem olha para a moldura, fica a achar que aquilo não tem jeito nenhum. 

 

A mãe achou o mesmo. Olhou para a prenda com de desdém, vestiu o seu melhor sorriso amarelo e disse-me entre dentes:

 

"Ao menos umas flores ou uns chocolatinhos básicos, não?"

 

 

(Mas alguém compreende as mulheres?)

 

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Aniversário de namoro

por Rui Brasil, em 14.01.16

As nossas viagens de carro nunca são em silêncio. No outro dia, de regresso a casa com a Ana já adormecida na cadeirinha do banco traseiro falávamos de música e das músicas que os nossos pais ouviam quando éramos pequenos, geração de 80, pais com raízes na Margem Sul e nas Áfricas, mães açoriana e lisboeta. Rimo-nos ao relembrar "A Cinderela", os "Meninos de Huambo" e o "Amar como Jesus amou", do qual a nossa filha é fervorosa fã. Depressa passámos para as músicas braseileiras, a Simone e a Gal Costa, a Elis Regina e os Roupa Nova e chegámos a casa, estacionámos e deixámo-nos ficar, de smartphone em punho ligado ao youtube a cantarmos baixinho, entre o divertido e o "shiuuu, não acordes a miúda!" numa cumplicidade musical e de vida, que é de vida que escrevo neste post. 

E à meia-noite, comemorando 17 anos desde o nosso primeiro beijo, eu recém-chegado dos Açores para estudar, tu a miúda mais segura e confiante que já conheci e o céu de Lisboa como testemunha. E ligámos o youtube na música cafona, sintonizámo-nos  aqui: 

  

                                 

 

"Se eu não te amasse tanto assim  talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão"

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