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Desde que o casal passa a ser uma família de pais com filhos é muito difícil que essa nova dinâmica não se torne uma unidade indissociável, com todos os membros fazendo parte de um plural e regra geral- a individualidade que prevalece vai sendo a dos novos elementos- filhos- podendo haver uma tendência ao papel dos cônjuges enquanto seres individuais e parte de um casal se diluir. 

A parentalidade não é pêra doce. A adaptação ao primeiro filho e a readaptação do casal a cada filho que nasce de seguida não sendo difícil é trabalhosa, implica um grande jogo de cintura, necessidade de se deixar cair ou alterar hábitos e rotinas, criar novos reajustamentos, novas escalas, novas tarefas, novas responsabilidades, nova articulação entre os membros do casal. A capacidade de comunicação, a tolerância, a capacidade de negociação e, principalmente, a capacidade de ajustamento e adaptação são postas, todos os dias, à prova. E doem na pele, no humor, na energia e no ambiente que se vive dentro do casal. 

Não me interpretem mal: ser pai é fabuloso! Fazer parte de um casal que passa a assumir funções de parentalidade é um desafio tão duro como compensador. Quando me perguntam se um casal é mais feliz depois de ser-se pai eu não consigo responder que sim nem que não. No meu caso estávamos numa fase muito feliz do nosso casamento quando "engravidámos", pelo que, a vinda da nossa filha teve um efeito amplificador a essa felicidade. Talvez se a Ana tivesse vindo noutra fase da nossa vida, onde não estávamos em sintonia nem alinhados como aconteceu quando ela nasceu, a nossa experiência teria sido diferente. A parentalidade é como uma lupa na vida de um casal: se as coisas estão bem ficam ainda melhores, se estão complicadas os desafios e as exigências são tantas que podem ainda complicar mais a vida a dois e em família. 

No entanto, o desgaste do dia-a-dia, as necessidades, a motivação e as expectativas individuais de cada membro do casal podem divergir e o divórcio pode, ser por vezes, o caminho que se segue. 

 

 

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"Olá boa tarde!

Parabéns pelo blog, está muito bom, com temas interessantes e com uma escrita fácil de entender. Venho colocar uma questão: o meu filho faz 6 anos em Novembro, logo pertence ao rol de alunos condicionais uma vez que só faz os 6 depois de 15 ou 30 de Setembro (não tenho bem presente a data limite), e assim sendo não tem entrada este ano na escola primária na nossa zona. O que será melhor? Adiar um ano a entrada na escola primária pública e frequentar a pré-primária mais um ano ou entrar numa escola privada para o primeiro ano? Desde já agradeço o seu esclarecimento sobre o que será melhor para as crianças. Obrigada. B.A."

 

A primeira resposta que tenho para esta questão é genuinamente inconclusiva: depende. "E depende do quê?"- perguntar-me-á a mãe. Depende muito mais de questões de foro emocional que da cognitivo, ou seja, não tem apenas que ver se o menino tem potencial cognitivo, se aprende bem ou não, se memoriza bem ou não, de tem ou não atenção, se reproduz, se assimila conhecimentos, se relaciona conceitos mas sim se está emocionalmente disponível e preparado para começar esta caminhada. 

 

 

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Entre pais #1

por Rui Brasil, em 31.01.16

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 " Olá! Tenho um filho com 20 meses (mais coisa menos coisa)... rapaz. Normalmente visto-me com ele no quarto, porque sou eu que o levo ao colegio. Nestes dias ele começou a aperceber-se nalgumas coisas no meu corpo, nomeadamente, quis tocar-me nas maminhas, o que eu não permiti (estava só de sutien e cuecas). Acho que se começa a aperceber do próprio corpo e das diferenças entre meninos e meninas.

Tenho três perguntas:
 
1- Será correto vestir-me e despir-me em frente dele?
2- Será correto às vezes pô-lo na banheira com o pai?
3- Como educar para a sexualidade responsável, ou seja, que ninguém lhe deve tocar se ele não quiser?
Espero não ter sido muito longa e desde já agradeço a ajuda.
Beijinhos para toda a família, X."
 
 
 
Algumas ideias e pontos para reflexão:
 
 
 

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