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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

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Paternidade na ótica do utilizador.

Blog Out # 3- Quinta do Pisão

A Quinta do Pisão é quase o quintal cá de casa. Conhecemo-la desde sempre mas só, muito recentemente, a Câmara Municipal de Cascais reabilitou o espaço de forma a torná-lo um dos locais para famílias de destaque da linha de Cascais. 

 

E o que fazer na Quinta do Pisão?

 

Nós estacionamos sempre o carro no parque da entrada, sendo que, o caminho até ao inicio da quinta- no centro de interpretação da Casa da Cal-  deve ser feito a pé e com tempo.

 

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Na Quinta do Pisão podem ser feitos Workshops temáticos, passeios a cavalo ou de burro, atividades com animais (quer passeios a volteio a cavalo quer contacto com burros lanudos da Quinta) bem como compra de produtos hortícolas biológicos directamente da horta da própria quinta (podendo, inclusivamente, colhê-los diretamente da terra com o apoio do staff da Quinta). 

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Qual a idade certa para oferecer um smartphone ao meu filho?

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Os nossos pais não tiveram que lidar com este dilema,numa altura em que os PBX das escolas eram a solução para qualquer um deles entrar em contato conosco em período letivo e as cabines telefónicas funcionavam com simples moedas ou, mais tarde, com credifones. Havia um maior planeamento, um maior rigor no cumprimento de horários (porque não se podia avisar ninguém na hora que se ia chegar atrasado), os compromissos eram mais rígidos, ligava-se quando se tinha algo realmente importante para se dizer e não apenas para desconversar (os "períodos" telefónicos eram caros) e na adolescência, período dado a mais devaneios telefónicos, muitos de nós deparavamo-nos com cadeados no disco do telefone fixo. 

 

Já na nossa adolescência surgiram os primeiros bips (o meu era da Coca-Cola e saia gratuito depois de eu ter quase uma overdose daquela bebida) e o meu primeiro telemóvel veio aos 18 anos, com a entrada na universidade e muito devido ao facto de ter mudado de cidade para estudar e estar a muitas centenas de kms dos meus pais. Creio que a maioria das pessoas da minha geração terão tido o seu primeiro telemóvel na mesma idade. 

 

Mas hoje em dia a questão coloca-se cada vez mais, numa altura em que sentimos que as crianças estão mais expostas a perigos, onde as comunicações são mais fluidas e os ritmos de vida mais dinâmicos e mutáveis, e, ocasionalmente, colocam-me a questão: qual a idade certa para oferecer um telemóvel ao meu filho?

 

Embora esta seja uma escolha pessoal e dependa de muitas variáveis e das diferentes dinâmicas familiares onde estão inseridas as crianças, na minha opinião, a criança deverá receber o primeiro telemóvel básico, apenas com função de chamadas e envio de mensagens aquando da entrada no 2º ciclo, especialmente se mudar de estabelecimento de ensino e como marco desta nova fase. Desta forma, e sem um telefone com dados de internet, a criança pode fazer chamadas para os seus adultos de referência ou enviar pequenas mensagens de texto, comunicando de forma controlada.

 

Com isto, defendo que a aquisição de um smartphone para uma criança deva ser atrasada tanto quanto possível, tendo assinado uma petição americana denominada "WAIT UNTIL 8TH" (ver link). Este movimento trata-se de uma forma de sensibilizar pais norte-americanos de esperar até ao 8º ano (daí o nome "Wait Until 8th") para oferecerem o primeiro smartphone aos seus filhos, retardando o acesso a estes equipamentos até ali por volta dos 14 anos.

 

 E quais as razões apontadas?

 

São nove, todas baseadas em artigos científicos, e que por subscrever inteiramente, aqui resumo e partilho: