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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

PPG- Projetos Pedagógicos Geniais- Lá Tinha

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As ideias mais geniais são sempre as mais simples. Uma equipa inicial constituída por um publicitário e um fotógrafo decidiu agarrar num dos ícones de maior portugalidade (a sardinha) e presente na casa de todos os portugueses e fazer com ele magia. 

 

E assim foi. 

 

Agarrando, inicialmente, em latas e trabalhando com as crianças e jovens da Associação Cultura Moinho da Juventude, uma das mais carismáticas associações de intervenção social da capital que faz um trabalho ímpar junto da comunidade residente no bairro da Cova da Moura, as latas transformaram-se em máquinas fotográficas analógicas, de forma a poderem trabalhar os vários olhares sobre o Mundo em seu redor, ou, como sugere o próprio nome do projeto capturando em registos fotográficos tudo o que "lá tinha"

 

A boa notícia é que todos nós podemos adquirir uma das máquinas para os nossos próprios filhos, com a certeza de que o valor da compra servirá para auto-sustentar o próprio projeto, financiando as várias oficinas e o trabalho junto de diferentes grupos de crianças do Moinho da Juventude ou, em alternativa, frequentando um workshop de como construir uma máquina destas, e cujo valor de inscrição servirá exatamente para o mesmo fim.  

 

As máquinas são feitas de latas, funcionam com rolos fotográficos "à antiga" e o resultado final das fotografias não terá uma qualidade fina e digital mas promete muito menos imediatismo no processo e muita mais diversão. Em paralelo, faremos parte de um projeto de intervenção sócio-pedagógica absolutamente genial. 

 

Mais sobre o projeto aqui

Sobre compra das máquinas e fundraising para apoiar o projeto aqui ou em http://latafunding.com

 

 

Como criar um filho feminista

"Isto é a velha história que algumas cabeças duras não querem compreender: o feminismo liberta toda a gente, homens e mulheres, ao destruir os padrões e estereótipos de género. Se usassem a cabecinha, os homens perceberiam que o feminismo não é uma ameaça, mas uma oportunidade. Uma oportunidade de se libertarem da masculinidade tóxica e de serem, também eles, o que quiserem ser."-comentário da leitora Inês Sampaio Antunes a um post no blogue da minha mulher.

 

Na altura transcrevi para aqui o poderoso e inteligente argumento, lembrando-me de uma reportagem publicada no "The Upshot", um site do New York Times, da autoria de Claire Cain Miller e da ilustradora Agnes Lee,intitulada  “How To Raise a Feminist Son”.

 

A grande premissa desta reportagem baseia-se no facto do paradigma vigente focar-se no empoderamento das meninas, no incentivo para que combatam os estereótipos de género e sejam aquilo que lhes der na real gana, mas ignorarmos completamente o papel dos rapazes neste processo. 

 

Atrevi-me a resumir e adaptar livremente o artigo e a compilar as suas principais ideias, partilhando com os leitores deste blogue algumas dicas propostas pelas autoras para educar os rapazes para a celebração da diversidade e o combate às desigualdades de género. 

 

Tudo isto porque, como defendem as autoras, a mudança no papel social das mulheres só poderá ocorrer de forma positiva e evolutiva se for acompanhada pela mudança paralela no papel dos homens ("As Gloria Steinem says, “I’m glad we’ve begun to raise our daughters more like our sons, but it will never work until we raise our sons more like our daughters.” ).

 

Assim:

1. Deixem os meninos chorarem

 

Citando Tony Porter, co-fundador do grupo “A Call to Men” que debate temas acerca da educação e defesa de direitos humanos, a autora esclarece que por volta dos 5 anos os meninos começam a interpretar expectativas sociais face aos seus sentimentos, emoções e comportamentos.Por exemplo, a raiva e a agressividade é um socialmente aceitável ao passo que a vulnerabilidade, o receio ou a expressão da dor são criticáveis junto do seu grupo de género com expressões verbais como "um homem não chora", "não sejas mariquinhas/piegas" ou "tens que ser forte, na ausência do pai és o homem da casa e tens tomar conta da tua irmã/mãe", etc.