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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Blog Out # 3- Quinta do Pisão

A Quinta do Pisão é quase o quintal cá de casa. Conhecemo-la desde sempre mas só, muito recentemente, a Câmara Municipal de Cascais reabilitou o espaço de forma a torná-lo um dos locais para famílias de destaque da linha de Cascais. 

 

E o que fazer na Quinta do Pisão?

 

Nós estacionamos sempre o carro no parque da entrada, sendo que, o caminho até ao inicio da quinta- no centro de interpretação da Casa da Cal-  deve ser feito a pé e com tempo.

 

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Na Quinta do Pisão podem ser feitos Workshops temáticos, passeios a cavalo ou de burro, atividades com animais (quer passeios a volteio a cavalo quer contacto com burros lanudos da Quinta) bem como compra de produtos hortícolas biológicos directamente da horta da própria quinta (podendo, inclusivamente, colhê-los diretamente da terra com o apoio do staff da Quinta). 

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Qual a idade certa para oferecer um smartphone ao meu filho?

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Os nossos pais não tiveram que lidar com este dilema,numa altura em que os PBX das escolas eram a solução para qualquer um deles entrar em contato conosco em período letivo e as cabines telefónicas funcionavam com simples moedas ou, mais tarde, com credifones. Havia um maior planeamento, um maior rigor no cumprimento de horários (porque não se podia avisar ninguém na hora que se ia chegar atrasado), os compromissos eram mais rígidos, ligava-se quando se tinha algo realmente importante para se dizer e não apenas para desconversar (os "períodos" telefónicos eram caros) e na adolescência, período dado a mais devaneios telefónicos, muitos de nós deparavamo-nos com cadeados no disco do telefone fixo. 

 

Já na nossa adolescência surgiram os primeiros bips (o meu era da Coca-Cola e saia gratuito depois de eu ter quase uma overdose daquela bebida) e o meu primeiro telemóvel veio aos 18 anos, com a entrada na universidade e muito devido ao facto de ter mudado de cidade para estudar e estar a muitas centenas de kms dos meus pais. Creio que a maioria das pessoas da minha geração terão tido o seu primeiro telemóvel na mesma idade. 

 

Mas hoje em dia a questão coloca-se cada vez mais, numa altura em que sentimos que as crianças estão mais expostas a perigos, onde as comunicações são mais fluidas e os ritmos de vida mais dinâmicos e mutáveis, e, ocasionalmente, colocam-me a questão: qual a idade certa para oferecer um telemóvel ao meu filho?

 

Embora esta seja uma escolha pessoal e dependa de muitas variáveis e das diferentes dinâmicas familiares onde estão inseridas as crianças, na minha opinião, a criança deverá receber o primeiro telemóvel básico, apenas com função de chamadas e envio de mensagens aquando da entrada no 2º ciclo, especialmente se mudar de estabelecimento de ensino e como marco desta nova fase. Desta forma, e sem um telefone com dados de internet, a criança pode fazer chamadas para os seus adultos de referência ou enviar pequenas mensagens de texto, comunicando de forma controlada.

 

Com isto, defendo que a aquisição de um smartphone para uma criança deva ser atrasada tanto quanto possível, tendo assinado uma petição americana denominada "WAIT UNTIL 8TH" (ver link). Este movimento trata-se de uma forma de sensibilizar pais norte-americanos de esperar até ao 8º ano (daí o nome "Wait Until 8th") para oferecerem o primeiro smartphone aos seus filhos, retardando o acesso a estes equipamentos até ali por volta dos 14 anos.

 

 E quais as razões apontadas?

 

São nove, todas baseadas em artigos científicos, e que por subscrever inteiramente, aqui resumo e partilho:

 

 

 

AGENDA | Visitar a loja de puericultura mais completa da capital e de bónus ver o seu bebé dentro da barriga (Lisboa)

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 A Baby Blue é a loja da nossa amiga Sandra. A Sandra tinha uma carreira que nada tinha a ver com puericultura quando decidiu, de forma estóica, começar do zero e inaugurar a Baby Blue. 

 

Como a sorte favorece os audazes e como, de facto, a variedade, qualidade e preços dos artigos da loja é tão diferenciada nada mais a poderia esperar senão o brutal sucesso a que temos vindo a assistir, comprovado pela abertura de mais duas lojas, uma no Porto e outra em Braga. 

 

No dia 13 de Abril, a Baby Blue Lisboa oferecerá 5 minutos de ecografia emocional 4D a todas as grávidas que, mediante inscrição prévia, visitarem a loja. 

 

Leitoras grávidas e respetivos pais: esta é uma oportunidade imperdível de conhecerem, comprovadamente, a mais completa loja de puericultura de Lisboa e de, forma gratuita, conseguirem dar uma espreitadela ao vosso bebé. 

 

Boa visita!

 

Site: http://www.babyblue.pt

Facebook: https://www.facebook.com/www.BabyBlue.pt/

 

Desafios do pai #1 - Semear na Primavera

Eu sou o maníaco da reciclagem da família.

A minha mulher dedica-se, desde que mudámos de casa, a pequenos projetos de jardinagem

A ideia tirámo-la deste vídeo.

A mão de obra foi da nossa filha.

 

 

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O resultado? Manjericão e salsa plantados e à espera de germinarem para serem replantados em vasos.

 

No final, a lição da Primavera: semear para colher. 

 

Quem nos acompanha neste primeiro desafio?

 

(Partilhem na página de facebook do "Em nome pai" ou no instagram com os hashtags #desafiosdopai ou #emnomedopaiblog. 

Mãe da filha# 8

 

 

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"De repente ali estava eu: trancada dentro do carro, no estacionamento do supermercado. Janelas como os olhos: ambos fechados. O mais profundo e apreciado silêncio.

 

Há sempre uma certa culpa em nos queixarmos dos filhos. Ou, então, sou eu que não sei lidar com a culpa materno-judaico-cristã que me persegue. Custa-me queixar-me dela, custa-me admitir que às vezes fico tão cansada, e não é do trabalho, de casa, é mesmo dela, sinto desconforto em reclamar em voz alta como se não tivesse o direito de acusar este cansaço eu, com um casamento porreiro, com um marido que é pai na mesma proporção que eu sou mãe, com uma rede de apoio familiar fabulosa, mãe de filha única, no fundo, uma privilegiada. Só que fico.

 

Depois penso nas mães solteiras, nas mães com um rancho de filhos todos seguidinhos, nas mães cujos marido não participam equitativamente nas tarefas do dia-a-dia das crianças, nas mães emigradas e sem rede de apoio familiar ou social, nas mães com filhos não saudáveis e dependentes, nas mães com filhos com doenças terminais à cabeceira das suas camas, mães sem terem nada para dar de comer aos filhos, mães refugiadas a transportar filhos bebés em botes e sinto aquele bichinho da culpa. Se há "white people's problems" eu acredito que também existem "white mum's problems".

 

Às vezes -muitas vezes, tantas que não digo a ninguém- fico ali a moer a culpa deste cansaço e depois lembro-me dela não querer levantar-se, da otite, de não querer aquelas calças, da gastroenterite viral, de reclamar que saias castanhas são para rapazes (reviro os olhos!), de não querer lavar os dentes, de não querer parar de comer pasta de dentes, de querer torradas com pão aparado, mas agora já não quer torradas, quer cereais com leite, ah, afinal sem leite, não quer o cinto da cadeirinha do carro,não quer sair da cadeirinha do carro, não quer dormir a sesta, reclama por mais um episódio do Jake e os Piratas, não tem sono, adormece, a sesta passa num esfregar de olhos, depois não quer acordar da sesta, não quer sair de casa e ir visitar a avó, quando a vou buscar não quer sair da casa da avó, não quer ir para o banho, não quer shampoo no cabelo, não quer sair do banho, não quer vestir o pijama da Dra. Brinquedos, o da Frozen está para lavar, mais choro, mais reclamações, mais birras, não quer o jantar no prato cor de laranja, só bebe a água no copo cor-de-rosa, tens que comer proteínas e vegetais e fruta e tudo, mais estratégias para lhe dar a volta, não quer ir para a cama, quer só uma história, só mais uma, mais nove, adormece e é fim-do-dia, sábado e eu só me apetece deitar-me no sofá com tudo às escuras em silêncio- porque é sábado, é um privilégio. 

 

E depois quando é dia de semana, como hoje, deixo-a um bocadinho na minha mãe e venho ao supermercado e revejo tudo isto na minha cabeça e os dias são assim, a correr e cansados, com birras e lágrimas de crocodilo, com negociações constantes e "não queros" mais a culpa judaico-cristã e a psicologia positiva e as mindfulness things do não se berra e não se bate e sou uma mãe racional mas...

 

... é segunda-feira e estou exausta, de olhos fechados no estacionamento do supermercado, trancada no carro, numa espécie de sessão de mummy meditação mas sem cânticos mantras de "oooooommm" e com um ar alucinado e vontade de enfiar uma pastilha no bucho e dormir até ela atingir a maioridade, numa espécie de "mãe adormecida".

 

Só por causa das tosses hoje levo lasanha congelada para o jantar.

 

Que se foda!"

 

Liliana (minha mulher e mãe da minha filha)

Blog Out # 2- Curia

 

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Gostamos de levar a Ana connosco durante todas as nossas férias (viajamos regularmente em trabalho em casal e fazemos anualmente dois ou três fins-de-semana de escapadinhas românticas a dois mas férias,férias, são sempre com a família completa). Não criticamos nem julgamos opções diferentes das nossas mas, no que à  nossa dinâmica familiar diz respeito, só desta forma nos faz sentido. 

 

No Verão passado tínhamos duas certezas depois de um ano particularmente cansativo: queríamos fugir do Algarve e queríamos um destino calmo no Verão e kids' friendly. Não sonhávamos que íamos acertar em ambos os requisitos à primeira quando elegemos a Curia como destino final. 

 

A Curia é uma aldeia portuguesa, localizada no concelho de Anadia, onde se podem encontrar as famosas termas com o mesmo nome. Trata-se de um local muito charmoso, com uma arquitectura de estilo Belle Époque e Arte Nova,  que tinha imensa procura na primeira metade do século XX mas que tem vindo a ser cada vez menos procurada ao longo dos últimos anos, e nós (honestamente) não percebemos porquê. 

 

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 Ficámos instalados no "Hotel do Parque", uma pequena, simples e despretensiosa unidade hoteleira familiar mignon e pitoresca, onde o passado está presente por todo o lado, na fantástica sala de pequenos almoços, nas escadas a ranger para o primeiro andar, nos quartos com papel de parede impossível de ser substituído por já não haver no mercado tamanhas preciosidades, no bar onde um pianista da terra tocava para nós ao serão e na inefável simpatia da Maria Manuel, sua mãe e avó que nos contaram histórias da família no Hotel ao longo das últimas décadas, dos esforços feitos para manterem um projecto desta envergadura, do suor de todos os membros da família em torno de um hotel que é casa, história de uma geração. 

 

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A Curia não teve qualquer agitação durante o mês de Agosto. O nosso pequeno hotel ficava a 250 metros do Parque das Termas da Curia, onde íamos regularmente para a esplanada, comer um gelado, brincar no parque infantil com a Ana, dar comida aos patos (a dona do hotel todos os dias guardava os restos do pão do pequeno almoço que fornecia à Ana para o efeito), passear pelos jardins e andar de barco no pequeno lago. Ah, e fizemos piqueniques maravilhosos!

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Ali a 12 Km visitámos a Mata do Buçaco, um dos nossos sítios preferidos do país e a localiação da Curia é tão central que demos (vários) pulinhos à Mealhada para jantar leitão, a Aveiro para ir à praia da Vagueira (a praia preferida da minha mulher), a Ílhavo para visitar as lojas da fábrica da Vista Alegre e a Costa Nova para colorirmos de riscas e de sabor a tripas com ovos moles as memórias de infância da nossa filha. 

 

Sem filas, sem confusão, sem barulheira nem stress- um verdadeiro paraíso!

 

 

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 Por tudo isto, este ano voltaremos, certos que no que a nós diz respeito não só contribuiremos para continuar a vetar uma das aldeias mais mignon do país ao abandono como pretendemos ser embaixadores da mesma, testemunhando a nossa experiência publicamente, recomendando a todos os nossos amigos com filhos que nos venham fazer companhia e  esperando para que o turismo na zona cresça de forma sustentável, possibilitando que possamos continuar a usufruir de todas as contrapartidas da zona mas que permaneça o paraíso calmo que nos fez apaixonar pela Curia. Já estão convencidos?

 

Se sim... encontramo-nos por lá no Verão!

 

Tudo o que aprendi com o que a minha mulher aprendeu -com quem realmente sabe- sobre vacinação

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"Começar por ler este decreto-lei que não foi alterado até ver e vamos lá falar de vacinação, agarrando na vacina pela agulha:
 
 
As vacinas são obrigatórias?

Existem apenas duas vacinas obrigatórias: a da difteria e a do tétano. Todas as outras são apenas recomendadas pelo PNV, logo, não obrigatórias.
Afinal, diz que não. "Aquelas duas vacinas eram de facto obrigatórias, mas não para toda a gente. Eram apenas para gente que desempenhava determinadas profissões. E parece que já nem para esses, o decreto lei, que era de 1960 e qualquer coisa, consta que foi revogado. Por isso em Portugal há zero vacinas obrigatórias e nenhuma escola, pública ou privada, pode recusar legalmente matrícula com base em boletim de vacinas não actualizado. Infelizmente."- assegura-me a minha amiga Mariana (médica).
 
Mas- tratando-se de um caso de saúde pública- NÃO É MESMO OBRIGATÓRIO vacinar?
 
"Não é obrigatório vacinar, da mesma forma que alguém com tuberculose bacilífera (contagiosa pela via aérea) não é obrigado a tratar-se, ainda que seja um perigo para a Saúde Pública. O mesmo para o HIV (com potencial de infectar outras pessoas, por via sexual ou por partilha de agulhas...).
É a questão da liberdade individual. A única situação em que tal é quebrado é quando existe uma situação psiquiátrica, em que o doente não está capaz de decidir, podendo ser então desencadeado um internamento compulsivo (contra a vontade do doente), que tem de ser aprovado em última instância por um juiz. E como a estupidez ainda não é doença..."- aferiu-me a Daniela Marto, médica e ilustre leitora do meu blog.
 
Mas quando matriculei os meus filhos pediram-me fotocópia do boletim de vacinas?
 
As escolas pedem-no para efeitos de verificação se as duas vacinas - que como eu, muitas escolas julgam ser as obrigatórias - lá constam. No entanto, as escolas não podem excluir para efeitos de matrícula crianças que não tenham sido vacinadas nem esse factor pode constituir motivo de exclusão.
 
Mas existem pais que só permitem administrar estas duas vacinas aos filhos?
 
Sim, precisamente, porque julgam que assim não ficam excluídos do ensino obrigatório. Outros há que não permitindo nenhumas optam pelo ensino doméstico ou contornam a questão com metodologias de ensino alternativas. Há ainda estabelecimentos de ensino que solicitam apenas fotocópias do boletim de vacinas e existem pessoas que não acreditam no poder da ciência mas acreditam no poder do Photoshop. 
 
Mas as escolas privadas não podem vetar o acesso de crianças não vacinadas aquando das matrículas?
 
Não, constituindo discriminação. As escolas privadas podem ter regulamentos internos que estabelecem esta recomendação mas, em última instância, a lei está acima do regulamento da escola.
 
E os pais das crianças vacinadas têm acesso à informação de que os seus filhos têm na turma crianças não vacinadas?
 
Tendo em conta questões de confidencialidade e protecção dos dados, estes não podem ser fornecidos aos restantes pais.  No entanto,as escolas podem e devem informar, sem referir dados pessoais nem violando regras de confidencialidade e anonimato, se existem crianças não vacinadas na escola e na respectiva sala.
 
Os tribunais não deveriam poder interceder para que as crianças fossem todas vacinadas tendo em conta o superior interesse destas?
 
"As crianças não pertencem a ninguém. As crianças são sujeitos de direitos, e não objecto de direitos (como -ainda- são os animais). Os pais são tutores e, em todas as decisões que tomam, estão obrigados e zelar pelo melhor interesse da criança. Se não o fizerem, o Estado pode e deve intervir. Exemplo: se por convicção religiosa ou outra os pais recusam tratamento médico necessário (seja uma transfusão, seja outro simples tratamento), o Estado, via tribunal de menores, pode determinar seja prestado o tratamento. Caso exista um risco iminente para a vida da criança, os médicos podem tomar a decisão de tratar, antes ainda de expressa determinação do tribunal.".- escreveu a minha amiga Isabel, que percebe de leis.
No entanto, no que diz respeito à vacinação não obrigatória os tribunais (ainda) não têm competência para actuar de forma generalizada.
 
"Mas as vacinas estão cheia de químicos e yada-yada. "
 
Tudo o que ingerimos/tocamos/manipulamos está cheio de químicos. O problema está na dose, ok?
 
"Isto é tudo campanha das farmacêuticas para ganharem mais dinheiro à custa dos pais histéricozinhos, hipocondríacos e incautos!"

"Quando me dizem que "as vacinas são um estratagema das farmacêuticas para ganhar dinheiro", quando ainda tenho paciência e julgo conseguir uma conversa de interesse pedagógico, costumo perguntar se, feitas as contas achamos que a farmacêutica ganha mais com uma vacina que nos vende duas vezes na vida e cujo preço às vezes é menor que o de uma pomada para o rabo do bebé, ou com uma caixa de medicamentos que tratasse os sintomas e que muitas das vezes tem que ser tomado meses sem fim. Mas, na cabeça de quem não compreende ou não quer compreender, eu estou sempre do lado dos maus da fita." - a Ana Pragana,-minha amiga farmacêutica- elucida.
 
"Mas se os vossos filhos estão vacinados, o que temem vocês?"
 
Googlar: "Imunidade de grupo".
Mas eu vou tentar resumir: quanto maior o número de pessoas vacinadas, aumenta-se a imunidade na maioria dos vacinados, reduz-se o risco de infecção nos vacinados e reduz-se drasticamente a hipótese de transmissão aos vacinados e aos não vacinados.
A imunidade de grupo é um efeito indirecto da vacinação por protecção dos vacinados e por protecção dos não vacinados por redução da circulação do agente e da transmissão da infecção, garantindo a protecção de toda a comunidade.
Existem crianças que não podem ser vacinadas ou porque são bebés e ainda não atingiram a idade em que é administrada a primeira dose da vacina (12 meses) ou porque tiveram, por exemplo, uma doença oncológica e tratamentos como quimioterapia reduzem a sua imunidade e impossibilitam o seu sistema imunitário de lutar contra as bactérias e vírus ´(mesmo que apenas atenuados como os que compõem as vacinas) administrados na vacinação.
 
Que devo fazer se tenho dúvidas sobre vacinação?
 
Informar-me com médicos, enfermeiros. Ler artigos de fontes credíveis. Não ir na conversa do empirismo dos vizinhos. Não me contentar com a informação que leio nos blogs (inclusive neste) e procurar informar-me no meu Centro de Saúde, junto do pediatra do meu filho, do médico de família.
 
 
"Que posso fazer se sou pró-vacinação e tudo isto me faz muita espécie?"
 
Informar, informar, informar. Debater, explicar, elucidar. Trazer a discussão à luz. 
 
A culpa é da comunidade vegan?
 
Meus amigos, porque algumas pessoas que não vacinam sejam adeptas da alimentação vegetarina ou vegan, isso não significa que estamos perante um dogma de toda uma comunidade. Atenção às generalizações abusivas, tá?
A maioria das pessoas vegan escolhe apenas um tipo de alimentação com que se identifica, tá?
 
"Mas se eu insistir que quero continuar a não vacinar os meus filhos e viver em comunhão com a mãe natureza?"
 
A mãe natureza explica também a selecção natural das espécies (googlar "Darwin"). As epidemias que dizimaram ciclicamente grande percentagem das populações foram interrompidas pela vacinação. 
 
 
(Obrigada pelos esclarecimentos à Daniela Marto, Marta Botelho, Raquel Lourenço, Ana Pragana, Mep, Mafalda Chambino, Isabel, Sara Cordeiro e Patrícia Nunes)."
 
 

Liliana (minha mulher e mãe da minha filha)

Famílias (d)Eficientes # 1

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“A vinda ao mundo de uma criança deficiente pode ser comparada à pedra que se lança na água. No princípio, é a grande agitação. Depois, lentamente, a agitação diminui e não ficam mais que pequenas ondas. Por fim, a superfície da água volta de novo à sua calma, mas a pedra, essa, continua bem lá no fundo...” (Ramos, 1987, p.334).

 

Quando um casal se prepara para a parentalidade há todo um conjunto de fantasias, desejos e construções que começa, de imediato, a projectar no filho que espera. 

 

Alguns clichés como a resposta típica que os pais dão quando lhes perguntam se têm preferência pelo sexo do bebé que aí vem ("o que interessa é que venha com saúde") sendo, de  facto, clichés, espelham uma preocupação real e um desejo consciente de que as questões das integridade física e da funcionalidade intacta da filho sejam uma realidade. 

 

Com a legalização da interrupção voluntária da gravidez é notório o decréscimo no nascimento de crianças com patologias congénitas, especialmente, as que se identificam em fase gestacional. No entanto, por opção dos pais ou sem conhecimento prévio dos mesmos continuam a nascer todos os anos milhares de bebés com diversidade funcional, esta nova expressão que tanto concordo que vem substituir a ultrapassada "deficiência". 

 

Na verdade, todos os pais "grávidos" projectam, de forma mais ou menos consciente, uma criança imaginária. A criança imaginária não é mais que a construção que os progenitores fazem acerca da criança que irá nascer e que engloba, naturalmente, aspectos como a saúde, a perfeição física, a funcionalidade intacta bem como aspectos de natureza física (como a cor do cabelo, a estatura, a cor dos olhos, etc.) e psicólogia (traços de personalidade, preferências, gostos, inteligência, etc.). Nesta construção, os aspectos conscientes relacionam-se com o desejo dos progenitores relativamente ao filho que espera e, consequente, projecção. 

 

Nenhum pai, consciente ou não consciente dos riscos que corre ou do acaso, ainda que possa equacionar a possibilidade de ter um filho com diversidade funcional (ideia que tende a " afastar" de forma supersticiosa e como estratégia de poupança emocional) deseja, de alguma forma, um filho com deficiência diversidade funcional.

 

Assim, quando confrontados com a notícia e com a evidência, muitos deles entram num incontornável processo de luto pela parentalidade"normalizada" e, principalmente, luto pelo filho idealizado, saudável e esperado. 

 

 

"Contos de Perrault"

Alice Vieira- a escritora infantil preferida cá de casa- agarra em quatro histórias de encantar (Barba Azul, Pele de Burro, A Bela Adormecida e Riquinho do Penacho) e reescreve-as com a perspicácia, graça, curiosidade e humor que lhe são tão característicos. 
 
 Embora o livro se adeque mais a leitura autónoma, cá em casa é lido em voz alta. Enquanto se lê, pode-se também colocar questões e treinar o sentido crítico da criança ("Se a Bela Adormecida dorme 100 anos acorda com ou sem rugas? ou "O príncipe é na verdade cem anos mais novo que a princesa: terão os mesmos gostos?) e embarcar numa divertida viagem de leitura, cheia de sentido crítico, dúvidas com resposta e algumas gargalhadas. 
 
 

ba.png Título:  "Contos de Perrault"

Autoria:  Alice Vieira com ilustração de Carla Nazareth

Tipo de leitura: leitura autónoma com possível leitura em voz alta para maiores de 5 anos

Idade recomendada:  + 7 anos

Sugestão de actividade: ilustração de história ou trabalho em sala de aula com uma abordagem de filosofia para crianças

 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para a o 3º ano de escolaridade

 

 

Consignação de IRS: o contributo de um psicólogo para esta matéria

O processo já é antigo mas, cada vez mais, a sociedade civil começa a perceber qual a importância de consignar parte da sua declaração de impostos a uma associação, cooperativa ou IPSS com cuja causa se identifique. 

 

Pode, qualquer pessoa, destinar 0,5% dos seus impostos liquidados e o reembolso do IVA suportado a uma instituição religiosa, uma instituição particular de solidariedade social  ou Pessoa Colectiva de Utilidade Pública ou instituição cultural com fim de utilidade pública. O processo é simples e consiste em, literalmente, colocar uma cruz e o número de contribuinte da instituição destinatária. 

  

Então,vamos por partes:

 

IRS

 

Este ano, com a submissão automática do IRS muitos contribuintes ignoram esta matéria. Assim, se este for o seu caso, no momento da confirmação da declaração, lembre-se de assinalar a caixa que indica a sua intenção de consignar 0,5% do seu IRS  que iria para o Estado e que, em vez disso, se destinará à instituição cujo NIF assinalar e que pretende apoiar.

 

Verifique se a sua opção está assinalada correctamente na sua Declaração de Rendimentos Modelo 3, Quadro 11, Campo 1101 e não se esqueça de incluir o NIF nem de assinalar com uma X os campos que deseja. 

  

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 IVA

 

Se quiser prescindir do reembolso dos 15% do IVA suportado em facturas de serviços comunicadas à Autoridade Tributária,  pode doá-lo.  Este reembolso de 15% do IVA é o valor que tem direito a receber, pelo que se optar por doar este valor, está a fazer, literalmente, um donativo, pelo que, prescindirá de receber o montante total do reembolso do IVA a que tiver direito.

 

Aqui a instrução é : Preencha o quadro 11 com o NIF da instituição a quem quer doar o valor de IVA que prescinde de receber. 

 

Agora perguntam: e qual o contributo de um psicólogo para esta matéria?

 

 

 

De pais para pais: nova revista "Pais"

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Quando percebemos a extinção da revista "Pais & Filhos" lamentámo-lo verdadeiramente. A revista era um clássico cá de casa, mesmo antes de sermos pais, muito por interesse académico e profissional. 

 

Chegámos a colaborar em alguns artigos e acreditávamos que "em projeto vencedor, não se mexe", pelo que, foi com alguma perplexidade que constatámos o fim da publicação. 

 

Afinal,estávamos mais ou menos certos mas com uma pequena nuance; "em equipa vencedora, não se mexe" e eis que a fantástica equipa que escrevia a defunta revista se junta e, tal Fénix renascida, reinventa-se com a novíssima "Pais", uma estreia com pedigree, uma novidade com garantia de muitos anos de experiência. 

 

Diz que já está nas bancas e por aqui torcemos muito para que seja um projeto que faça jus à equipa: vencedor e que nunca mais se mexa!

 

Está nas bancas!