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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Consignação de IRS: o contributo de um psicólogo para esta matéria

O processo já é antigo mas, cada vez mais, a sociedade civil começa a perceber qual a importância de consignar parte da sua declaração de impostos a uma associação, cooperativa ou IPSS com cuja causa se identifique. 

 

Pode, qualquer pessoa, destinar 0,5% dos seus impostos liquidados e o reembolso do IVA suportado a uma instituição religiosa, uma instituição particular de solidariedade social  ou Pessoa Colectiva de Utilidade Pública ou instituição cultural com fim de utilidade pública. O processo é simples e consiste em, literalmente, colocar uma cruz e o número de contribuinte da instituição destinatária. 

  

Então,vamos por partes:

 

IRS

 

Este ano, com a submissão automática do IRS muitos contribuintes ignoram esta matéria. Assim, se este for o seu caso, no momento da confirmação da declaração, lembre-se de assinalar a caixa que indica a sua intenção de consignar 0,5% do seu IRS  que iria para o Estado e que, em vez disso, se destinará à instituição cujo NIF assinalar e que pretende apoiar.

 

Verifique se a sua opção está assinalada correctamente na sua Declaração de Rendimentos Modelo 3, Quadro 11, Campo 1101 e não se esqueça de incluir o NIF nem de assinalar com uma X os campos que deseja. 

  

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 IVA

 

Se quiser prescindir do reembolso dos 15% do IVA suportado em facturas de serviços comunicadas à Autoridade Tributária,  pode doá-lo.  Este reembolso de 15% do IVA é o valor que tem direito a receber, pelo que se optar por doar este valor, está a fazer, literalmente, um donativo, pelo que, prescindirá de receber o montante total do reembolso do IVA a que tiver direito.

 

Aqui a instrução é : Preencha o quadro 11 com o NIF da instituição a quem quer doar o valor de IVA que prescinde de receber. 

 

Agora perguntam: e qual o contributo de um psicólogo para esta matéria?

 

 

Na qualidade de presidente da Direção de uma IPSS- a ASBIHP- de apoio a pessoas com deficiência é importante testemunhar aqui o que é possível fazer com o valor que todos os anos conseguimos angariar. O principal financiador de associações como a ASBIHP continua a ser o Estado através do Instituto Nacional de Reabilitação mas este apenas financia no máximo  até 70% cada projeto que nós apresentemos (sendo que apenas podemos candidatarmo-nos a três projetos por ano). Os restantes pelo menos 30% bem como todo o trabalho para além destes três sprojetos anuais tem que ser financiado pelas proóprias instituições que se vêem a braços com uma tarefa hérculea de auto-financiamemento, especialmente associações de menor dimensãoe visibilidade como é o caso  da nossa. 

 

Por exemplo, em 2017 conseguimos trabalhar a fundo as questões do desemprego de jovens com deficiência em idade em vida activa, custeando recursos humanos que permitiram fazer mapeamento de competências destes jovens, aferição de interesses e motivações, custear viagens por todo o país,em cada cidade, vila ou aldeia remota onde viva um jovem com Spina Bífida nesta situação, reunir com empresas, fazer protocolos, construir o site (www.linkedout.pt) e trabalhar no duro na apoiar a empregabilidade destas pessoas. E ainda há tanto caminho por percorrer. (Podem conhecer melhor este projeto em particular seguindo este link  que vos mostrará como não sou telegénico mas sou entusiasta ao minuto 5:30 da segunda parte).

 

Conseguimos informar pais, acompanhá-los a centros de saúde, hospitais, realizar ações de sensibilização nas escolas e nos locais de emprego, organizar Jornadas Multidisciplinares onde conseguimos juntar comunidades médicas de todo o país a falar das mais recentes técnicas, organizar fins-de-semana de capacitação de cuidadores, realizar treinos de mobilidade para dar confiança a estas pessoas a sair de casa, ensinar-lhes estratégias para circularem nos passeios, andarem de transportes públicos. 

 

Conseguimos dar apoio a todas as mães grávidas de bebés com Spina Bífida que nos procuraram para aconselhamento e apoio nas suas tomadas de decisão. Conseguimos apoiar irmãos que são, muitas vezes, secundarizados porque o filho com deficiência consome todaa atenção e energia dos pais. Conseguimos assessorar professores, auxiliares de ação educativa, assistentes sociais. 

 

E fizemos um trabalho notável junto de dezenas de mães vindas dos PALOPs com filhos com Spina Bífida nos braços e para quem não havia qualquer resposta ou apoio, para além do nosso. 

 

E é porque, como cidadão, sei que todos gostamos de ajudar mas é essencial perceber para onde e para o quê é canalizada a nossa ajuda, que vos testemunho tudo isto e vos apelo, caso se identifiquem com a nossa missão, aconsignar ovosso IRS deste ano para a ASBIHP. 

 

É fácil e para quem não tiver paciência de ter lido isto tudo, segue novamente o boneco:

 

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 Conto convoco?

 

(Mais sobre a asbihp no site ou o facebook)