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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Já falaram de divórcio com o vosso parceiro?

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 A primeira vez que falámos nisso, numa dinâmica que implica uma criança e questões de parentalidade, a minha mulher estava grávida. 

A gravidez era um projecto conjunto e algo muito desejado. Mas... e se as coisas mudassem tanto que não quiséssemos ficar juntos já com um filho em comum? E se nos desgostássemos? E se não fossemos felizes os dois?

Depois disso falámos acerca deste assunto, a sério, uma vez. Debatemos o assunto, adivinhámos como cada um de nós reagiria com zanga, ira, frustração, ressabiamento, raiva. 

Falámos, enquanto casal, o que gostaríamos que acontecesse com a guarda da Ana caso um dia nos divorciássemos. Achámos importante ter esta conversa numa altura em que o nosso casamento está de boa saúde e a nossa família numa fase próspera para termos a referência da opinião de ambos neste ponto, sem emoções à flor da pele, razão e cérebro a pensarem com bom senso e serenidade. 

 

Não que estejamos a pensar divorciarmo-nos (ou a projectá-lo) mas é importante que coloquemos as coisas em perspectiva e tenhamos esta referência do que, com racionalidade e isenção, faríamos. No fundo não se vai aprender a fazer reanimação quando estamos com alguém em perigo de vida e há uma necessidade premente de salvar alguém, mas é bom que o aprendamos antecipadamente, que reflictamos no conhecimento, que treinemos e que, caso seja preciso, em situação de emergência saibamos os procedimentos certos, os melhores a seguir. 

 

Falar de divórcio não tem que ser agoiro nem projecção. Pode ser apenas um exercício racional e adulto de que forma se pode garantir que os filhos saiam o mais incólumes possível de uma situação de tensão e agitação no seio familiar. 

 

(Por aqui, acordámos na guarda partilhada com uma semana em cada casa e possibilidade da Ana poder ver o outro progenitor sempre que entenda e seja possível para os envolvidos. Casas próximas uma da outra- no mesmo concelho- para garantir que o dia-a-dia dela seria o menos perturbado possível no que diz respeito à vida escolar e vida social e acesso à família alargada.)

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