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Em nome do Pai

Paternidade na ótica do utilizador.

Em nome do Pai

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Para os Netos de Abril

Sento-me com a Ana no colo e lemos em conjunto “A Liberdade o que é?” do José Jorge Letria. Ao folhear o livro, encontramos palavras tão bonitas que elegemos a nossa frase preferida: “A liberdade / é uma rua a desaguar / ao luar, no infinito”.

E falamos sobre a liberdade. Aos meus olhos esta palavra mistura-se com o dia de hoje, do 25 de Abril, dia que não vivi mas que (re)conheço nos olhos e nas palavras de quem já se cruzou na minha vida: o dia em que um povo deixou de ter medo de pensar, falar ou exprimir-se; o dia em que cada pessoa gritou os seus sonhos e reclamou o seu espaço na história; o dia em que todos puderam demonstrar que o mundo pode ser melhor. E que basta ter a liberdade para o sonhar. E por isso reclamo para mim o nome de Filho de Abril.

Ao falar sobre a liberdade e o 25 de abril, a Ana arregala os olhos. Para ela tudo isto é uma história ou um conto, algo que está limiar entre o real o imaginário. Mas quando lhe digo que temos de criar e continuar a memória da revolução e lhe questiono sobre momentos ou histórias de pessoas conhecidas em que ela achou que não existia liberdade, reconhece a sua importância e que temos de continuar a lutar por ela todos os dias. E assim nasce uma Neta de Abril.

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